Uma das principais características da Web 2.0 é a de que o conteúdo é gerado pelo usuário. Um exemplo clássico é o site Flickr.
Flickr é um serviço que permite que o usuário guarde, organize, procure e compartilhe suas fotos on-line. A utilização da plataforma é livre através do registro, em que é criada uma conta Yahoo!. Possui duas versões, uma gratuita com o limite de exibição de 200 fotos, e outra paga (Flickr Pro).
Através do Flickr pode-se publicar imagens, montar tags e gerar um texto sobre a figura que foi postada. Pode-se participar de grupos ou criar um grupo próprio. As tags são etiquetas usadas para classificar as imagens. É permitido usar qualquer termo e, numa busca, todas as imagens que possuem a mesma tag serão mostradas.
Cada foto, quando etiquetada como pública, pode ser vista pela comunidade e receber comentários. As imagens ficam anexadas na barra lateral ou podem ser vistas em forma de galeria.
Numa entrevista publicada pelo site LaFlecha, Caterina Fake, uma das responsáveis pela criação do Flickr, conta que o site surgiu em fevereiro de 2004 e seu objetivo inicial era ser um tipo de chat que permitiria aos usuários trocar imagens em tempo real. Mas rapidamente o Flickr se transformou em um sistema de armazenamento de fotos e, graças a alguns recursos inovadores, como o uso de tags, o serviço passou a atrair cada vez mais pessoas.
Caterina fala que o nome Flickr foi pensado com a intenção de transmitir a idéia de luz e movimento. Não queria mencionar a palavra foto, o que acontece com outros sites, tornando-os muito parecidos.
Com mais de um trilhão de imagens e 24 milhões de usuários, o Flickr é, de fato, a maior ferramenta on-line de compartilhamento de fotos. Tornando-se também uma grande comunidade virtual, onde a fotografia é apenas um ponto em comum ajudando a fazer amigos, conhecer lugares e interagir com outros membros.
No caso do fotógrafo Gustavo Mittmann, de 20 anos, o Flickr é utilizado como portfolio pessoal e profissional. Estudante da faculdade de Fotografia da ULBRA, Gustavo diz ter conhecido o Flickr através da indicação de amigos.
Ele conta que já conseguiu trabalhos através do site e que os clientes, antes de o contratarem, quase sempre consultam o seu Flickr para verificar sua obra.
Sobre as tags, que servem de filtro e facilitam a procura por imagens, Gustavo diz não as utilizar muito, mas acredita que para quem faz buscas, é uma ferramenta interessante.
O Flickr é um site que possui muitos usuários com perfis diferentes, com fotos diversas, e o profissional que o utiliza como instrumento de trabalho precisa fazer com que o seu material se sobressaia entre os demais.
Abaixo foto de João Vitor, fotografado por Gustavo Mittmann:

Mittmann diz que é pela qualidade do trabalho que se começa a despertar o interesse dos visitantes. Mas também adiciona novos amigos, contatos e divulga seu material em grupos específicos.
O fotógrafo também acredita que o portfolio digital, disponibilizado através da Internet, não é uma aposta para o futuro, mas uma realidade presente e “uma ferramenta fundamental para fotógrafos, designers, e profissionais que precisam apresentar seus trabalhos.”.
Já a estudante do ensino médio, Mayara de Souza, de 16 anos, o Flickr é utilizado apenas para entretenimento. Elapossui cerca de 90 fotos pessoais postadas no site, todas relacionadas à família e amigos.
Mayara diz usar o Flickr como álbum virtual e também para buscar imagens de seu interesse. Para isso se vale muito das tags. Conta que preferiu o Flickr entre os outros sites que hospedam fotos por causa da qualidade das imagens.
A estudante também se utiliza de outra ferramenta do site para produzir trabalhos escolares: o Creative Commons.
A expressão, cunhada pelo advogado americano Larry Lessing, é o nome da associação que disponibiliza ações flexíveis de licenças que garantem proteção e liberdade para artistas e autores. Partindo da idéia de “todos os direitos reservados” do direito autoral tradicional, o Creative Commons a recriou para transformá-la em “alguns direitos reservados”.
