Publicado por: Graziela Trajano | 20 Setembro, 2007

O Flickr e suas utilizações

flickr.jpgUma das principais características da Web 2.0 é a de que o conteúdo é gerado pelo usuário. Um exemplo clássico é o site Flickr.

Flickr é um serviço que permite que o usuário guarde, organize, procure e compartilhe suas fotos on-line. A utilização da plataforma é livre através do registro, em que é criada uma conta Yahoo!. Possui duas versões, uma gratuita com o limite de exibição de 200 fotos, e outra paga (Flickr Pro).

Através do Flickr pode-se publicar imagens, montar tags e gerar um texto sobre a figura que foi postada. Pode-se participar de grupos ou criar um grupo próprio. As tags são etiquetas usadas para classificar as imagens. É permitido usar qualquer termo e, numa busca, todas as imagens que possuem a mesma tag serão mostradas.

Cada foto, quando etiquetada como pública, pode ser vista pela comunidade e receber comentários. As imagens ficam anexadas na barra lateral ou podem ser vistas em forma de galeria.

Numa entrevista publicada pelo site LaFlecha, Caterina Fake, uma das responsáveis pela criação do Flickr, conta que o site surgiu em fevereiro de 2004 e seu objetivo inicial era ser um tipo de chat que permitiria aos usuários trocar imagens em tempo real. Mas rapidamente o Flickr se transformou em um sistema de armazenamento de fotos e, graças a alguns recursos inovadores, como o uso de tags, o serviço passou a atrair cada vez mais pessoas.

Caterina fala que o nome Flickr foi pensado com a intenção de transmitir a idéia de luz e movimento. Não queria mencionar a palavra foto, o que acontece com outros sites, tornando-os muito parecidos.

Com mais de um trilhão de imagens e 24 milhões de usuários, o Flickr é, de fato, a maior ferramenta on-line de compartilhamento de fotos. Tornando-se também uma grande comunidade virtual, onde a fotografia é apenas um ponto em comum ajudando a fazer amigos, conhecer lugares e interagir com outros membros.

No caso do fotógrafo Gustavo Mittmann, de 20 anos, o Flickr é utilizado como portfolio pessoal e profissional. Estudante da faculdade de Fotografia da ULBRA, Gustavo diz ter conhecido o Flickr através da indicação de amigos.

Ele conta que já conseguiu trabalhos através do site e que os clientes, antes de o contratarem, quase sempre consultam o seu Flickr para verificar sua obra.

Sobre as tags, que servem de filtro e facilitam a procura por imagens, Gustavo diz não as utilizar muito, mas acredita que para quem faz buscas, é uma ferramenta interessante.

O Flickr é um site que possui muitos usuários com perfis diferentes, com fotos diversas, e o profissional que o utiliza como instrumento de trabalho precisa fazer com que o seu material se sobressaia entre os demais.

Abaixo foto de João Vitor, fotografado por Gustavo Mittmann:

 Mittmann diz que é pela qualidade do trabalho que se começa a despertar o interesse dos visitantes. Mas também adiciona novos amigos, contatos e divulga seu material em grupos específicos.

O fotógrafo também acredita que o portfolio digital, disponibilizado através da Internet, não é uma aposta para o futuro, mas uma realidade presente e “uma ferramenta fundamental para fotógrafos, designers, e profissionais que precisam apresentar seus trabalhos.”.

Já a estudante do ensino médio, Mayara de Souza, de 16 anos, o Flickr é utilizado apenas para entretenimento. Elapossui cerca de 90 fotos pessoais postadas no site, todas relacionadas à família e amigos.

Mayara diz usar o Flickr como álbum virtual e também para buscar imagens de seu interesse. Para isso se vale muito das tags. Conta que preferiu o Flickr entre os outros sites que hospedam fotos por causa da qualidade das imagens.

A estudante também se utiliza de outra ferramenta do site para produzir trabalhos escolares: o Creative Commons.

A expressão, cunhada pelo advogado americano Larry Lessing, é o nome da associação que disponibiliza ações flexíveis de licenças que garantem proteção e liberdade para artistas e autores. Partindo da idéia de “todos os direitos reservados” do direito autoral tradicional, o Creative Commons a recriou para transformá-la em “alguns direitos reservados”.

Publicado por: Graziela Trajano | 6 Setembro, 2007

Usuário como gerador de conteúdo

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As mídias digitais estão cada vez mais parecidas com as mídias convencionais. Seja pela linguagem, pelo conteúdo ou até mesmo pelos recursos utilizados.

No entanto, mesmo contendo traços de outros meios de comunicação, os meios digitais possuem características próprias que mostram uma Nova maneira de construir a notícia.

O site Outrolado, por exemplo, possui seções assim como um jornal ou uma revista. A diferença é que estas seções se encontram no lado direito de todas as páginas do site. Basta um clique e o internauta pode acessar tópicos relacionados a Segurança, Negócios, Games.

Independente do conteúdo que estiver sendo acessado, a barra lateral vai estar sempre ali, servindo de via expressa a todos os assuntos do site.

Assim como o Outrolado, o site Rec6 também é dividido por categorias que são bem comuns em veículos impressos. E a forma como as informações são apresentadas, também são bem conhecidas. A difirença é que nos sites é possível ler as primeiras linhas das notícias e acessá-las através de um hiperlink, que mostrará a notícia na íntegra.

No caso do site Rec6, o hiperlink das notícias levam sempre a uma outra página: um blog ou um outro site de notícias como a Folha Online, por exemplo.

Esse processo de se apropriar de traços de um meio já conhecido e reconhecido se chama Remediação. E ela é importante para que o leitor/internauta se sinta familiarizado com os meios digitais recorrendo às linguagens já conhecidas de mídias anteriores.

No caso do site Fiz, a linguagem apresentada se aproxima mais da linguagem típica da televisão. Porém, embora contenha traços e até a intenção de ser um canal de Tv, o Fiz é uma página da web, que tem sua estrutura baseada em mídias digitais já existentes.

E estes três sites (Outrolado, Rec6 e Fiz) possuem características em comum clássicos da Emergência. Como: grande número de usuários participantes, onde qualquer um pode postar uma notícia (Outrolado), um link(Rec6) ou um video (Fiz); os próprios internautas fazem as avaliações do que é postado; há filtros por popularidade ou categorias; mais assistidos; compartilhamento em tempo real…

Analisando mais isoladamante, o site Outrolado possui lista dos “Melhores” posts e dos mais recentes. Sendo que para ser avaliado como um dos melhores é preciso que a notícia receba muitos votos, o que pode ser feito por qualquer pessoa, e é sinalizado pelo número de estrelas abaixo do resumo da notícia.

Também é possível receber as postagens do site por categoria, usuário ou seção. E conhecer quem já colaborou enviando notícias para o site.

No Rec6, pode-se ver também por categorias e, dentro delas, escolher um post de acordo com a data (últimas horas, ontem, todos os tempos, data específica).

Assim como o exemplo anterior, o Rec6 também pode ser avaliado mas neste caso a avaliação é representada pelo número de pontos que o post recebeu.

Além disso, do lado na notícia postada, há uma imagem do usuário permitindo assim conhecer também os participantes do site.

No site Fiz, os usuários cadastrados podem enviar vídeos organizados também por categorias e suas subcategorias: mais votados, mais recentes, mais assistidos e todos. E também pode-se saber mais sobre o autor do video.

Nota-se, finalmente, que estes exemplos analisados são sistemas que se auto-organizam, com a ajuda de filtros. E a produção é totalmente feita pelo usuário, ou seja, são as colaborações enviadas que criam, literalmente, o sistema e fazem com que ele exista e permaneça.

As redes deixaram de influenciar e muitas vezes, ditar o que deve ou não ser visto. Agora o controle está a um clique.

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